A morte brutal de Orelha levou dezenas de protetoras, protetores e ativistas às ruas de Salvador no domingo (1º), em um ato marcado por emoção, indignação e cobrança por justiça. Entre os presentes, o deputado federal Leo Prates participou da mobilização e reafirmou seu compromisso com o endurecimento das leis de proteção animal no Brasil.
O caso gerou forte comoção popular e reacendeu o debate sobre a responsabilização de agressores e a necessidade de políticas públicas mais eficazes. Para o parlamentar, não se trata de um episódio isolado, mas de um reflexo da impunidade que ainda cerca crimes de maus-tratos.
“Violência contra animal é crime. A morte de Orelha revolta e não pode ser tratada como mais um caso. Isso é sobre dar um basta na impunidade. Justiça por Orelha é justiça por todos os animais”, declarou.
Presidente do PDT Animal, Leo Prates tem apresentado propostas voltadas ao fortalecimento da proteção animal. Entre elas, está o projeto que destina recursos provenientes de multas ambientais para financiar ações de cuidado, acolhimento e proteção. A iniciativa busca garantir fonte permanente de recursos para políticas públicas voltadas à causa.
Outra proposta em articulação prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estabelecendo que adolescentes que pratiquem crueldade contra animais possam receber tratamento equivalente ao aplicado em casos de crimes graves, com responsabilização, acompanhamento socioeducativo e possibilidade de internação nos casos mais severos.
O ato em Salvador simbolizou não apenas a revolta diante de um crime, mas também a consolidação de uma pauta que ganha força no Congresso Nacional. Para Leo Prates, proteger os animais é também proteger a sociedade.
“A gente não vai se calar. Essa luta é coletiva e permanente. Justiça por Orelha é um compromisso com todos os animais e com uma sociedade mais justa”, concluiu.